
Carta de apresentação
Curitiba, Paraná, 8 de abril de 2026*
*Elaborados para serem lidos no V Congresso de Saúde Coletiva da UFPR, graças à ponte com o Coletivo Sobreviventes da Psiquiatria, os parágrafos distribuídos adiante reabrem a nossa Biblioteca Digital Intercomunitária Bico de Pena, uma tecnologia social da memória (feita por meninas sobreviventes nas mulheres sobrevoantes)▪︎ [01]

UFPR

#descriçãodaimagem Banner digital com colagem. Na parte central, em branco, leia-se: “UFPR”. Abaixo do texto, colagem de card/convite do V Congresso de Saúde Coletiva da UFPR-2026. Na base, foto com efeito (Fonte: arquivos de Sabrina Stefanello). Da esquerda de quem lê para a direita, sentadas em poltronas, num auditório da UFPR e diante do público: Jeane Saskya fala ao microfone, enquanto Marcela Teófilo, Sandra Caponi e Sabrina Stefanello a olham e escutam. Observação: como o layout se diferencia a depender do equipamento onde ocorre o acesso, pode aparecer uma colagem de fundo branco. Nela, em letras azuis, leia-se: “Eu tenho direito a não ter um diagnóstico psiquiátrico e ter acesso às políticas públicas?”. Ao fundo, projeções dos slides da palestra em curso.
Ei gente! Costumo dizer que se apresentar é sempre uma decisão, porque na mesma vida, cada qual incorpora diversos papéis sociais e, na mesma pele, cada qual se arrepia com variados espantos.
Eu me apresento como poeta de nascença e ex-professora escolar de Filosofia, devido aos vieses e ruídos que acabaram virando semente para o artivismo que exerço.
Há tempos, uma gastura me faz puxar pontas soltas, descobrir compridos fios de reflexão e… eureka! Articulando fragmentos de prosas, escutei a primeira menina. Ela pedia socorro, sem que sequer a ouvissem.
Imaginem vocês: repetidas vezes desacreditada, aquela jovem rompeu um ciclo de violência, mais outro, mais outro e por aí vai. Nisso, pudera! Acabou se quebrando à beça também.
Atualmente, ela me acompanha no redesenho das marcas que aprendemos a reconhecer como necessidades não alcançadas pelos importantes marcos legais nascidos e criados junto com a minha geração.
Afinal, a passarinho — como a chamo — sou eu no presente. Eu que a quero radiante por poder continuar em mim!

e Marcela, a passarinho:
paz e amor!
Fonte: arquivos da autora (1988)▪︎ [02]
O meu nome é Marcela de Queiroz Teófilo, na certidão de nascimento; e Marcela, a passarinho, na Poesia.

Fotos: arquivos da autora. #descriçãodaimagem
no #textoalternativo.
Adiante, #transcrição
para #tradução
#idiomas e #VLibras▪︎ [03]
"A minha tolerância
já foi uma corda estendida
perto de todos os naufrágios.
Não é mais.
Hoje,
colaboro com o mundo,
reconhecendo a insuficiência
de cada anestesia
que cala a corrosão
das ancestrais feridas mal curadas."
— Versos de LadoAlado,
poema do livro
"O violão sem cordas — Ninho de teresas",
por Marcela, a passarinho▪︎
Mulher de 42 anos, lida como branca no Brasil, cabelos ondulados, na altura dos ombros, e castanhos como os meus olhos; escuto meninas que continuam silenciadas nas mulheres adultas.
Continua>>
“Bique” adiante, no botão PRÓXIMA, e abra a página Devo contar-lhes:
Referências/Links complementares
[01] Para saber detalhes sobre o V Congresso de Saúde Coletiva da UFPR – 2026, acesse:
https://coletivohojeapassarinho.com.br/carta/
[02] Esta foto ilustra uma lembrança curiosa. Quer descobrir qual? Se sim, acesse | Post agendado para publicação futura:
https://coletivohojeapassarinho.com.br/artefatos-de-libertacao/
[03] Sobre “O violão sem cordas — Ninho de teresas”, livro de Marcela, a passarinho | Post agendado para publicação futura:
https://coletivohojeapassarinho.com.br/o-violao-sem-cordas-ninho-de-teresas
