
Devo contar-lhes, inteirar-me, inteirar-nos
Por Daniely Cardoso, redatora do artigo “O que significa arco-íris e por que ele encanta tantas pessoas”, publicado em 2026, na categoria “Curiosidades”, no website Correio Brasiliense▪︎ [01]
“No dia a dia, muita gente enxerga o arco-íris como um sinal de que a chuva está indo embora e o tempo está melhorando. A imagem do arco colorido também virou metáfora: usamos para falar sobre fases de mudança, superação e recomeço depois de períodos turbulentos.”
Era 2016. Recém-casada, 32 anos de idade, alterações na fala e na marcha. No futuro invisível a olho nu que se aproximava, palpites lá e pré-projetos cá desconheciam a iminente proliferação do caos.
Seguir lecionando acabava de se demonstrar impraticável. Minhas economias da época, embora poucas e na base do aperto, permitiam-me buscar atendimento médico e focar no preparo para a seleção do mestrado.
Carnaval de 2017. A realização de exames transcorria via SUS. Nítida, a piora do meu quadro clínico desaconselhava planos de engravidar a médio prazo. As reservas financeiras escasseavam. O casamento de 9 meses implodiu.
Em separação, em tumultuado processo de divórcio e, de março pra frente, mestranda em educação, faltavam-me forças. Mal me mantinha de pé. Entretanto, minha mãe me acolhia emocionalmente e o meu pai, financeiramente. Era tempo de pesquisar:
• as aberturas de diálogos nas narrativas de vida mediatizadas pelos conteúdos sonoros; e
• as causas da minha instável vitalidade.
Disciplinas da Faculdade de Medicina depressa me magnetizariam: dentre exames, consultas, aulas, grupos de trabalho, oficinas e atendimentos no ambulatório do Hospital das Clínicas, isto é, na região do meu ambiente de pesquisa, eu improvisava tipo um sanduíche(!).
Ambos mestrados profissionais da UFMG, cursando o programa Educação e Docência mais eletivas do programa Promoção da Saúde e Prevenção da violência, 2019, a conclusão do estudo e o meu esgotamento total chegaram.

Faculdade de Educação da UFMG:
Marcela defendia a pesquisa de mestrado
“Podcasts no Museu do Cotidiano: um estudo sobre conteúdos sonoros e diálogos abertos”. [02]
Fonte: arquivos da autora.
Créditos: Talita Maciel (2019)▪︎ [03] #descriçãodaimagem no ##textoalternativo
Dez meses de decadência e dez dias internada no andar da Neurologia, recebi alta hospitalar e relatório endereçado ao Ambulatório de Neuroftalmogia.
“Miastenia graves? Esclerose múltipla?”
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Referências e links complementares
[01] Acesse o artigo do Correio Brasiliense e leia mais sobre os encantos do arco-íris! Basta “bicar” no link da próxima linha:
[02] Arquivos reunidos da pesquisa de Mestrado em Educação (PROMESTRE/FaE/UFMG). Post agendado para publicação futura.
[03] Foto com história: post agendado para publicação futura.
